O livro já foi adaptado para os cinemas pelas lentes do cineasta Sidney Pollack em A dança dos desesperados que eu tive o prazer de ver antes.
A história se passa na época da Grande Depressão - anos 30 nos EUA, onde milhares de pessoas passavam necessidades e andavam desesperados em obter ao menos uma vida mais digna. Um clube de dança da época promove um concurso que testava a resistência dos competidores na pista. Um grupo desses personagens, em troca de comida e um prêmio em dinheiro se submetem a entrar na competição e ficar quase que ininterruptamente em posição de movimento, com pequenas pausas de dez minutos para banhar-se, comer e se conseguissem, dormir.
Tanto o livro de McCoy como o filme de Pollack são extremamente impactantes, principalmente num determinado momento da competição, onde os realizadores resolver pintar uma pista de corrida no salão, para simular uma corrida de cavalos, resolvem promover casamentos ao ar livre entre os competidores e recebem ainda pessoas endinheiradas que resolver fazer apostas nos competidores e ainda donos de lojas e estabelecimentos que resolvem fazer a propaganda de seus produtos.
Impactante e de fácil digestão a história vai nos surpreendendo de forma gradativa e através desse conto desumano e bizarro, mostra a força que uns tem sobre os outros e que através de uma situação banal vale qualquer coisa pela audiência.
Isso me remete aos dias de hoje, quando por determinadas situações, algumas constrangedoras, são colocadas pessoas em busca de um prêmio ou reconhecimento. Trocamos a comida que os competidores daquela época ganhavam, mais ainda roupas e uns trocos pela fama, e medimos com o auge e sucesso que pessoas desta nova era buscam através de reality -shows, concursos e outros similares e parecem não haver tanta diferença entre as épocas, ali as mesmas pessoas em busca da fama, do dinheiro e há ainda os patrocinadores visando promover sua marca.
Incrível, incrível - livro e filme. Duas mídias diferentes mas que conseguiram captar exatamente o teor absurdo daquele momento.


Muito bom, hein? Fiquei curioso!
ResponderExcluirÉ bem interessante professor. É fácil até de conseguir o livro; já o filme é bem mais difícil.
ResponderExcluirAgora eu estou lendo Bala na Agulha de Marcelo Rubens Paiva e se eu tivesse o nome do livro eu ganhava "Blecaute" na semana passada, apesar de eu já ter lido rs.